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Manifesto

O relato ESG não morreu.
O relato sem lastro sim.

Em maio de 2026 a CVM revogou a obrigatoriedade do relato IFRS S1/S2 no Brasil. Muita gente leu isso como “ESG acabou”. Leu errado. O que acabou foi o compliance como gatilho de compra; o que ficou — e cresceu — é a pressão de contraparte.

O banco continua obrigado a gerir risco socioambiental e climático da carteira pela Res. CMN 4.945. Ele repassa a exigência para você por contrato. O cliente europeu no escopo pós‑Omnibus continua precisando de dado da cadeia. Ele repassa a exigência para você por questionário. O investidor institucional continua perguntando escopo 3. Ele repassa a exigência por diligência. A CVM 244 tirou o regulador da equação e colocou o mercado no lugar — que cobra mais rápido, mais específico, e com menos paciência.

Nesse cenário, o produto errado é o que 90% do mercado ainda vende: um relatório bonito, feito em cinco meses, com afirmação que não sustenta um telefonema. Auditor rejeita, investidor desconta, Procon abre processo. A empresa paga R$ 200 mil por um passivo — não por um ativo.

O produto certo é o oposto. Cada afirmação com fonte. Cada número com metodologia. Cada citação normativa com URL primária. Cada evento com trilha auditável. Não é filosofia; é engenharia. É o que separa relato que vira caso de sucesso de relato que vira capa de jornal.

A IA aparece aqui como aceleradora, não como oráculo. Ela lê o relatório e a planilha que você já tem, propõe o número para os indicadores do catálogo e escreve rascunho amarrado à evidência. Cada número que ela propõe vem com o trecho copiado do documento e o endereço desse trecho; sem os dois, a aprovação é recusada pelo sistema, não pelo bom senso de quem revisa. Se não achou fonte, ela para. Se parou, chama a lacuna pelo nome. Nunca inventa.

Essa disciplina é chata. Ela desacelera o entusiasmo, obriga declarar o que falta, gera um relatório mais curto do que os concorrentes. Mas é a única que aguenta o teste do auditor, do investidor e do procurador. É por isso que o nosso princípio é o lastro — a palavra brasileira para “o que sustenta a afirmação quando alguém puxa o fio”. O Lastro existe para dar lastro a cada número publicado.

Construímos o Lastro para o meio que hoje ninguém atende bem: empresa média cobrada por banco, grupo em captação com investidor exigente, exportador com cliente europeu, financeira sob GRSAC, escola que quer ser referência antes das concorrentes. Não competimos com Big Four em ticket; competimos em velocidade e em trilha auditável nativa. Não competimos com SaaS estrangeiro em marca nem em número de frameworks na caixa: a nossa cobertura automática é um catálogo fechado de vinte códigos, quase todos GRI, e está listada por escrito — com o que fica de fora — em Metodologia. Preferimos a lista curta e verdadeira à longa e conveniente: fornecedor que não sabe dizer onde para é fornecedor que você vai descobrir parando na frente do auditor.

Se você chegou até aqui, provavelmente entendeu por que construímos o Lastro. O convite é simples: traga um relato, um questionário de banco, uma resposta a investidor, uma campanha que precisa passar por revisão anti‑greenwashing. A gente devolve auditável, no prazo, com trilha. Se não devolver, você não paga.

— Fundadores do Lastro
São Paulo · Agosto de 2026